HISTÓRIA
Guerras entre tribos devastaram o sul da África em fins do séc. XVIII e início do séc. XIX. Muitas delas foram totalmente dizimadas e suas vilas, destruídas. Algumas das vítimas dessas lutas fugiram para uma região conhecida como as terras altas de Lesoto. Ali receberam proteção de um chefe tribal chamado Moshesh. Ele construiu uma fortaleza num morro chamado Thaba Bosiu (Montanha da Noite), distante cerca de 24 km da atual Maseru. Por volta de 1824, Moshesh tinha aproximadamente 21 mil seguidores, que unificou em torno da nação basoto.
Mais tarde, os ingleses e os bôeres tentaram derrotar os basotos, mas fracassaram. De 1856 a 1868, os basotos guerrearam com os colonos bôeres. Em 1868, Moshesh pediu ajuda aos ingleses, e tanto ele como seu povo tornaram-se súditos britânicos. Moshesh morreu em 1870, e, um ano depois, o território foi colocado sob controle da colônia britânica do Cabo, hoje pertencente à África do Sul. O governo do Cabo tentou apaziguar os basotos, mas eles expulsaram seus soldados. Em 1884, Basutolândia, como era chamada inicialmente, foi restabelecida como colônia britânica.
Em 1910, criou-se o Conselho de Basutolândia, formado por chefes e membros eleitos. O Conselho Nacional Legislativo se manteve até que o país se tornasse independente. Os conselhos distritais, criados em 1943, administravam os governos locais.
A Constituição, elaborada em 1960 e emendada em 1964, representou um grande passo em direção ao autogoverno. Em obediência à Carta Magna, a primeira eleição geral foi realizada em 1965. O Partido Nacional de Basutolândia conquistou 31 das 60 cadeiras da Assembléia Nacional, e o chefe Leabua Jonathan tornou-se primeiro-ministro.
Em 1966, o país tornou-se independente e adotou o nome de Reino de Lesoto. Em outubro daquele mesmo ano, Lesoto filiou-se à Comunidade das Nações e à Organização das Nações Unidas (ONU). O chefe supremo Matlotlehi Moshoeshoe II, bisneto de Moshesh, tornou-se rei.
Durante uma eleição geral em 1970, os primeiros resultados das urnas comprovaram que o partido de Jonathan não manteria a maioria na Assembléia Nacional. O primeiro-ministro, então, aboliu a Constituição e continuou a governar. Em 1973, formou-se uma Assembléia Nacional provisória para servir de legislativo e elaborar uma nova Carta Magna. Esta nova constituição restabeleceu o parlamentarismo, embora o rei e o primeiro-ministro permanecessem com amplos poderes. |